Hoje o nosso cainho da tarde veio lá de Uberlândia, Minas Gerais. É, é o Emerson. É o Emerson, mas ele é conhecido lá como Dudu. Ele é serraleiro. Ele hoje tem lá os seus 60 anos, a minha idade mais ou menos. Este facto aconteceu com ele nos anos 80 por aí, que foi trabalhar numa carvoeira, numa quinta. Coincidentemente, nos anos 80, trabalhei também numa carvoeira.
Já lhe vou dizer, Dudu, diz que nós que trabalhou na Carvoeira, aquele serviço é tão mau, mas tão mau, e nós sofremos tanto. E sofre tanto que quando morrer, se não fizermos nenhum pecado mais grave, nem passa pelo purgatório, vai direitinho para o céu. Porque não há no mundo serviço mais mau, mais nojento de querer fazer carvão. Não, meu amigo.
Cuidei de forno demais. Deus me defenda. Pois é, esse Dudu nesses anos 80, 80 qualquer coisa, ele foi trabalhar numa numa carvoeira e olhar para uma quinta Numa região chamada desemboque. Essa desemboque acho que é uma cidadezinha, uma currutelinha. Este desemboque ela é conhecido porque a terra do Lima Duarte.
Lima Duarte nasceu lá em nesse está de lugar desembo desemboque, acho que é Serra da Canasta por ali. Pois bem, aí o O Dodô disse que foi, era um fazendo, antigo que tinha moinho, tinha aquela coiseira toda, muito gado, mas só gado solteiro. E o lavrador combinou o seguinte, ó. Vocês vão fazer carvão, derrubar o resto de chapada que tem.
Ele passava os trator com os correntão, derrubava. Vocês vão fazer carvão, depois vou formar pasto ou fazer roça, mas não tenho caseiro. Então vocês ficam todos a viver na casa da quinta lá. E essa casa era assombrada. Eh, muita gente falou que esta casa estava assombada. Peão de vez em quando vira ali alguma coisa estranha. Caras porteir às vezes abria sozinha de noite, mas como a cavoeira tinha muito peão, então não tinham medo, dormia ali tranquilo.
E ele disse que tinha por volta dos 16, 17 anos, mais ou menos, estava ali já meio a querer ensaiar para pôr, né? Depois diz ele que lá tinha uma regiãozinha eh chamada quentasolo, uma curelica lá. Aí começou fim de semana ficava sempre algum peão na quinta para cordar dos fornos, alguma coisa e tal. E ele pegava num cavalo bem arriado ali ou mais algum peão e ia para esse arraialzinho chamado quento.
Depois lá disse que achou uma mocinha, rapaz giro, tinha um nominho meio feinho, Vicentina, mas que era muito bonita. Depois viu aquela menina, gostou dela, começou a falar com ela e tal, pediu ela em namoro, ela aceitou. Depois falou com ela: “É, eu quero um negócio muito sério, quero namorar, quero casar, gostei muito de ti.
E eu quero no próximo fim de semana, no próximo domingo, eh, falar com os teus pais para ver se eles libertam o nosso namoro. Depois já estou a trabalhar na fazenda por aqui, nós já e ele já a pensar logo e a primeira paixão, o gajo já pensa em casar, não é? já pensa em, mas sem saber ele que no próximo domingo seria o dia mais azarado da sua vida.
Daquele dia domingo em que conheceu a Vicentina, iniciou-se o namoro com ela. Há oito dias depois seria o dia mais azarento, mais lazarento da sua vida. Mas como diz a história, não há o mal que não está não tragam bem. Talvez tenha sido o livramento, não é? que, por vezes, pelo que a Vicentina fez poderia ter acabado esta história de forma bem pior.
Ele disz que pois bem, voltou para a quinta e passou a semana inteira a trabalhar e a pensar. Domingo vou cedo para lá para quentar sol, vou arriar o mió cavalo aqui da quinta do Riou. Cavalão dos mais bonitos que havia na quinta. Um cavalo preto, que era um gigante de cavalo. Botou o melhor arreio, peitoral, rabicho, arriou o cavalo mesmo, no estilo mesmo.
Caçou um par de espor arriados. Ele que tinha encomendado à franca um par de botas HB novinho, vestiu as botas novas, ajeitou tudo, penteou o cabelo assim meio de lado, ajeitou e preparou bem. E diz ele que todas as semanas ficava sempre peão na carvoeira, na quinta, na sede mais ele. Portanto, ele não tinha muito medo neste negócio de assombração, porque ali todo o fim de semana dormia tinha 10, 12, 15 peão, mas ao fim de semana ficava dois, 3, 4, nem toda a gente saía para vi pr para Uberlândia ou para desemboque ou pro
Quentolo. ficava sempre lá peão, que é peão de carvoeira toda a vida foi bicho meio trecheiro, meio meio largado, não é? Me depois diz ele que o que é que aconteceu que este fim de semana os fornos estavam todos frios, da caroeira, tudo selado, tinha vedado tudo, penso que o camião carregava lenha, tinha dado um probleminha ali, tinha parado um pouquinho a bateria, os fornos estavam todos vedadinho, tudo rebocadinho, não precisava de ninguém para vigiar.
Acabou por ele montar nesse cavalão e se mandou lá para quentar com a Vicentina e uns dois ou três peão que tinha ficado por lá acabou. Começou a beber uma pinga por lá. A pinga acabou, eles arrumaram lá para o lado do estado de desemboca, arranjou uns cavalos também, subiram para lá, ficaram bêb e pousar, pousar pro ali mesmo.
Aí para vês o tanto que o Dudu foi azarento nesse dia, coitadinho. Eu estou a contar este caso dele é porque tive pena e porque já passei um caso muito parecido com este, está aqui no canal do gajo da motinha que levou minha namorada, não é? Primeiro amor da a minha vida. Eu com 13 para 14 anos, pobrezinho na lavoura, chegou um tipo bem vestido, bonito, numa motinha e tomou a a minha namorada.
Então identifiquei-me com esta história do Dudu por causa disso. Por isso é que eu estou a contar aqui para vocês. Pois bem. Aí o Dudu arriou esse cavalo e se mandou lá para para se arraiar quentar sola, ó. E ele disse que foi cedo e a missa lá era por volta das 9 horas havia missa. A cidade toda vai para missa.
Cidade pequena, certo? Naquele tempo tinha poucas outras igrejas. A maioria era católica, ia tudo para a igreja católica. A cidade ficava totalmente vazia, toda a gente na igreja católica no domingo de manhã. Disse que chegou à cidade por volta de cerca de 8:30 para 9 horas. Eh, as ruas tudo vaziam, não havia ninguém na cidade, todos na missa e eles que andando pela rua devagarzinho, marcando mais ou menos o rumo da missa, porque sabia que a Vicentina ia estar na missa e ele já estava apaixonadinho, apaixonadinho, apaixonadinho, já pensando em falar com o agricultor para
casar, para lá viver. E e ele a medir as palavras para falar com os pais dela, para lhe pedir a mão em namoro e já ia aproveitar se deserto, já pedi para nós valor que ele tinha apaixonado. Ele era, apesar de ter o nominho assim meio fora do promo Vicentina, mas era bonita, arrumadinha, aquela mineirinha mesmo, no tipinho que estás a pensar aí.
É ela ali com os seus 16 anos e ele também, não é? Comboio chique mesmo, aquela mineirinha ali que na região de Quent ela era campeã da beleza. Aí pois bem, eles dis que ia trap trap trap trap trap trap no cavalão ferrado. Depois lá vinha uma amiga dela que era prima e amiga dela com um namoradinho de lá para cá vindo do rumo da igreja para aqui.
parece que se tinha esquecido de alguma coisa em casa e andava ligeiro assim para buscar. Depois ele disse: “Bom dia, bom dia”. Ela: “Bom dia, fal: “Ah, a Vicentina, eu sou o namorado dela, vim encontrar com ela. Ela está na missa, não é? A menina não teve como negar, mas diz ele que sentiu na menina assim um negócio um bocado estranho.
” Falou: “Não, é, é, ela está na missa”. Está na missa. Depois ele tocou no cavalo e rumou para o rumo da igreja. Disse que de longe percebeu que atrás da igreja estava um casalinho assim beijar na boca mesmo, que o cabo encostava-se para trás assim, levantava a menina que pegava velha e levantava-a na parede da igreja assim, enfiava debaixo e beijava assim que o comboio estava fogueando mesmo atrás da igreja este meio escondido.
disse que de longe viu aquela arrumação, mas nunca imaginou quem era, nem lhe deu grande atenção. Depois quando foi chegando mais perto, ele foi observando. Adivinha quem era? A Vicentina estava lá naquele tempo, a gente falava a mamar na língua, não é? A Vicentina estava lá a mamar na língua de um peão, mas estava, mas estava a ciscar mesmo.
E o gajo trochado e os dois ali que não passava uma lagartixa encebada entre os dois, agarrado. Ele disse que olhou para aquilo e deu uma dor no seu coração tão grande que ele falou: “Foi o meu primeiro teste se o meu coração era bom, se eu não intaria”. Diz que nunca foi de andar armado. Andava com a boa faca na cintura porque lá havia onças e era comum, não é, na nas matas, quem se mete com um cavalo, com carvão, com carvoeira, com com roça, tem uma faca à cintura, certo? Eu até aqui na cidade ainda tenho a minha faquinha na cintura. Um dia destes, até dentro do
autocarro, um cabo disse que num velho igual ali, batia de chapéu. Aí eu Tirei a faquinha e disse: “Pode vir, vai bater porque tem 20 anos e tenho 60”. Mas é capaz de que vá levar uns pontinhos na barriga. Ele desistiu. Por isso é que é bom você sempre ter uma faquinha ao arcanço da mão. Pois é.
Depois disse que foi assim para o rom dela, não aguentou. Parou o cavalo em frente ela e falou umas poucas e boas para ela. Deu na rédia no cavalo, foi para um outro tasco lá, tomou umas cachaças, jogou uma bilhar e tal e contariado e zangado e o coração dele a doer. E já tinha planeado o casamento, já queria pedir emprego ao agricultor para ser caseiro da quinta.
Esqueceu-se até que a quinta era assombrar. Pois bem, deu a tardezinha, ele disse: “É, fazer o que, não é? Embora os companheiros devam estar ali na Ó, o gato gosta de ver como é o caso. Ele vem aí, ó. Ele vem, vai subir. Quer ver? Ó, ele gosta de quando está a contar casa, ele vem. Ele sempre aparece porque gosta de aparecer, mas não muito.
Ele dá uma espreitadela assim, assunto e cai fora. Aí ele espora no cavalo e desceu, foi-se embora de no já de noitinho. Aí ele disse que antes de chegar à porteira da quinta que ele vivia, tinha um colchetezinho, cochetezinho inveja quase caído. E do lado deste coochê tinha uma moita de lobeira imensa mesmo, um grande pé de lobeira.
Vários pé de lobeira junto, umas térmitas ali, um com erva no meio, uma moitona assim mesmo, tamanho de uma casa, aquela maçumbona assim. Ele disse que lá de trás o cavalo já começou mesmo de noite o cavalo começou a entorar as orelhas para o lado dessa moita. E como é aquela estrada carreira de dois trios assim, o cavalo já forçou e já a querer passar para o outro lado.
Aí f soltou a réde e o cavalo passou para o outro lado. Quando foi chegando perto da moita, o cavalo foi-se tornando meio de travessa assim, ó, e foi virando para o rumo de cima e querendo sair fora do rumo da moita. E ele pensou: “Nesta moita há uma onça?” Certeza, certeza, certeza. E eu é o seguinte, só que esta faca aqui eu tenho que ficar em cima do cavalo, porque se o cavalo me derrubar ela apanha-me.
Eu tando em cima do cavalo, eu e o cavalo nós dois é mais difícil dela atacar que ela vê-nos maior. Agora se eu cair aí estou lascado que ela apanha-me mesmo. E ele habituado na região sabia que ali havia muita onça e o cavalo foi andando de lado assim e saindo fora do rumo da estrada, saindo fora do rumo do colchete e ele a forçar o cavalo e a querer jogar o cavalo para o rumo da estrada.

Aí ele disse que deu uma esporada ao cavalo assim de arrochar mesmo que o cavalo chegou a peidar e deu aquela arrancada assim, rapaz. Hora que ele deu essa arrancada, a onça assustou. Acho que ela pensou que ela estava a querer atacar, mas ela pensou que também tem medo, não é? Ela pensou que ia ser atacada, talvez.
Ele disz que deu um grito. Eita, chamou espora no cavalo. O cavalo deu aquele peito e aquela arrancada assim que estava no cascal. Chega só o fogo. Dis que quando o cavalo o fez, a onça deu aquela rasgada assim, saiu a rasgar nessa moita. Eles disse não sabe se foi para o rumo dele ou se foi para o outro rumo.
E depois conseguiu voltar ao cavalo para estrada e o cavalo já não obedeceu a rédia. E ele sabia que ali uns 20 m, 30 m à frente tinha um colchete. E quando ele veio, o cochete estava fechado, obviamente. Um bom sertanejo, um sério caipira, ele nunca deixa uma porteira aberta. Ele encostou, abriu, passou e fechou.
Embora era um colchetinho ralé, uns três fiozinhos só. Ele dis que pensou o quê? Este cavalo não vai parar no cochete nunca. Ele dis que só baixou a cabeça em cima da cela assim e abraçou-o no pescoço do cavalo e apertou ainda mais as esporas. Falou: “No colchete é o seguinte, ou ele vai saltar por cima do colchete ou ele vai rebentar o colchete no peito.
Eu só vou fazer isso porque depois se vier o arame, uns arames rebenta-lhe no peito, os outros passam por cima de mim, tenho de levar agela o pescoço.” Baixou-se na cabeceira da cela assim, baixou-se no pescoço do cavalo e mais esporão. Só escutou a cantiga do arame e o cavalo passou e ele disse que nem tentou parar o cavalo da forma que ele tava.
Ele disse que se agarrou aqui, ó, e falou aqui só vai parar à porteira do curral. Foi dito e feito. Cavalo velho, como foi, só parou quando chegou à porteira do ral, parou bufando mesmo, bufando. Aí ele disse que apromou, abriu a porteira, soltou o cavalo e tudo escuro, tudo escuro. Ele já com o coração pequeno de medo, com coração marafonado, não é, da Gaia que ele tinha levado da da Vicentina, ele já todo marafonado.
Quando ele olha para a quinta toda escura disse: “O pessoal ainda não está deitado”. Depois desceu, arranjou lá uma lanterna, foi de quarto em quarto, olhou, não tinha um peão. Foi lá onde é que estava os arrei? Faltavam três arrei. Fliço suzinho na casa assombrada, foi-se embora os peão tudo para venda, para os botec, não vai voltar.
Hoje é mesmo o meu dia de azar, tem jeito não. Depois disse que soltou o cavalo, fechou as porteira que era lá é só gado solteiro, os gados dormiam lá para cima dos montes para lá. Aí disse que fechou bem as portas da com a lanterninha velha dele, fechou as portas, tramelou tudo. Aí falou: “Os peão não vai voltar hoje? Peão cachaceiro só lá virá para amanhã.
Cavalo vai dormir amarrado com fome e com sede. Fechou bem as portas, fechou as janelas, fechou tudo e deitou-se. E quem diz que ele conseguia dormir? O medo que ele passou, não é, da onça, a dor no coração do desprezo da Vicentina e o medo da sobração. Ele disse que tentava de todas as maneiras dormir, mas quando foi ali, por volta das por volta das 11 e pouco da noite, começou as porteiras do curral.
Pá, disse: “Os peão tá a chegar. Bati com a lanterna, nada. Aí outra porteira pá, ele pá, a lanterninha dele ali pela janela, nada de peão. Deitava-me um pouquinho outra vez. Outra porteira pá, olhava para lá nada. As porteiras todas quietinha, não havia vaca, não havia peão, não tinha nada. E disse que foi até o galo cantar.
Quando o galo começou a cantar, que a sombração, quando o galo canta, que o galo é de Deus, o galo é divino, elas vai-se embora. É, se tiver no medo de uma assombração, num mau espírito, num fantasma, um comboio, se o galo cantar, ele ele vai embora. E a cantiga do galo é benzida. que cantou quando Jesus nasceu.
É, cantiga do galo é benzido. Por isso que todo o terreiro tem de ter um galo para cantar. É um uma casa só no interior. Tem de haver uma cruz no terreiro e um galo para cantar. É para agradecer a Deus. A cantiga do galo é um canto que agradece a Deus. Aí os espíritos maus some tudo. Aí eles dis que só lá paraas 2:30, 3 horas da manhã que o galo começou a cantar que as porteiras deixou de fechar e abrir sozinha.
Eh, disse que se levantou cedo, tinha pouca queça. Não podia ir embora no cavalo porque o cavalo não era dele, era da quinta, certo? Disse que juntou as quiça dele tudo, subiu, apanhou um autocarro velho que ia lá para essa o rumo dessa arraiar quento, onde vive Vicentina. ali não havia orelhão, não havia maneira de ligar.
Ele apanhou um outro homem lá para este tal de desemboque ali, ele deu um jeito de um orelhão naquele tempo que tinha os orelhão, não é? Ligou ao patrão dele em Uberlândia e disse: “Ó, vou embora da sua quinta, aconteceu isso e aquilo e aquilo ali realmente é assombrado mesmo e acabou. E não volto lá mais. Depois nós, tu dizes-me onde é que tu moras em Uberlândia.
Ou nós encontramos num lugar aí, ou vais a minha casa e pagas-me o que me deve os dias. E eu nunca mais ponho aqui os pés, nem a passei. É is que o dono da quinta do Rio, falou: “Não, isso é medo teu, rapaz. Isso é disparate lá. Não, mas na verdade a quinta era assombrada. Sim, é porque o dono da quinta não falava, porque senão os peão ficava com medo e quando ele fosse vender desvalorizava a quinta dele.
Mas esta quinta é uma quinta que dizendo ele que até hoje ele que vive em Uberlândia, mas tem um familiar naquela região, ainda hoje aparece coisa estranha naquela quinta. De vez em quando um bode preto a correr, atravessando a fazenda, sendo que ali ninguém cria cabras. Pois, lá há umas coisas estranhas até hoje nessa quinta.
Mas diz ele que nunca mais pôs os pés nesta quinta. Está de desemboque, quenta sol, nunca mais ele andou e disse que nunca mais anda para esses rumos. Foi o dia mais azar da vida do Dudu, coitado. Ele passou nesse dia o dia mais azarento da sua vida. Mas como eu costumo dizer, Dudu, eh toda a coisa má que nos acontece é porque vem uma coisa boa igual depois.
Então não era para casar com a Vicentina, certo? Era para acontecer este negócio da onça, tudo para que se vá embora, porque Deus tinha outro caminho preparado para você, não é verdade? Um grande abraço, que Deus abençoe. Se gostou, aqui no cantinho aparece uma bolinha com a minha foto. Pode se inscrever clicando nesta bolinha aqui.
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De manhã, geralmente eu conto um caos ali à hora do almoço, não é? Eu estou a contar agora dois cainos por dia. Enquanto faço o almoço aqui no fogão a lenha, a mulher faz lá o arroz dentro, faço aqui a carne ou a costela ou a galinha. O outro dia mesmo só a batata, não é? Aí ele nós acende o fogão além, conta uma história maior de manhã e à tarde voltamos cá no quintal.
Que Brasília, uma tarde bonita, maravilhosa, saborosa. A gente conta outra história. Só para nós fechar, quero fazer um convite agora para si. O seguinte, tem um caos bom para enviar para nós? Um caos que aconteceu consigo, com um familiar seu, com um parente seu, com um amigo seu, caso da assombração, da caçada da onça, do caipora. Pois é.
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Como eu estou a falar em todas as causas aqui, prometi comprar uma bicicleta para o meu filho no Natal. É, Eu tenho 60 anos, a minha mulher também. A as pessoas casaram tarde, somos um casal de 60ão com dois filhos, um de 13 e um de 10. Foi os dois derradeiro tiro, a rapa do taxo. Depois não conseguimos arrecadar esse dinheiro.
Então se tem uma bicicleta usada em sua casa boa aí reforçada que não usa, de repente tem uma loja de bicicletas, uma loja de mobiliário, de qualquer forma, se você quiser colaborar connosco, que a nossa ideia qual era comprar esta bicicleta mais reforçada, maior para o filho mais velho e passar outra mais pequena para o filho mais novo.
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É, ó, a A nossa turma que ali acompanha, os nossos seguidores, a maioria são a velha lavrada. A velha arada, ó, tudo tem as suas reservas, os seus cobres. É, e os velhos que não tem uma reserva assim como eu, tem um aposento. Todos os finais de mês, ó, certinho, certinho na conta dele, ele vai gastar esse dinheiro na sua empresa, na sua marca, no seu produto.
E a grande, o, digamos, o grande ovo de ouro, a galinha dos ovos de ouro que nós temos, que acompanha o nosso canal, que é a grande maioria, é o pessoal do campo, o pessoal do agro, lá é que está o dinheiro, na lavoura, no agro, lá toda a gente tem dinheiro. Assim, se o seu produto encaixa aí com pessoal de de mais idade, pessoal do campo, pessoal do agro, ó, o o nosso canal Pedrão Bocol vai encaixar certinha aí com a sua empresa, com a sua marca, com o seu produto para amanhã, ó, seja mais ser montado num cobrão muito
maior. Boa noite, que Deus te abençoe. Amanhã voltamos cá no nosso canal Pedrão Bocó Causos Caipira e contaremos novamente mais um simplório causo saloio, se Deus quiser, porque a coisa não é fácil, a vida não é fácil, as costas dói, a cabeça às vezes falha, mas eu faço isso e digo-lhe para fazer o mesmo.
Vamos colocar tudo Deus em primeiro que vai funcionar.
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