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EU COM 11 ANOS TRABALHEI UMA SEMANA E O FAZENDEIRO SÓ ME DEU UMA ESMOLA.

Eu com a idade de 11 anos, fui trabalhar para um lavrador, pro o meu pai uma semana roçando pasto e o agricultor no dia do pagamento, no sábado, humilhou-me, mas humilhou muito mesmo. E, além do mais, durante a semana, ele sacaneou-me a semana inteira fazendo-me fazer servicinhos extra na quinta. Fora da diária. Na altura fiquei muito triste, chorei, Fiquei magoado. A minha mãe ficou triste, chorou, o meu pai ficou chateado, não quis mais trabalhar para o fazendeiro, mas não deixou de o ser para mí, apesar da humilhação, um ensinamento. Mas eu paguei-lhe. É, eu paguei-lhe de uma forma que vai se surpreender no final. Exatamente. É esse o caso que vou contar-vos hoje aqui no nosso caso. Pedrão bocó causos caipira.

Hoje vou mais estar a guerra assim meio a rapar. Tomei ali um melozinho. Vamos ver se vai não vai estar a dar as esse esse rapado durante a contância do caso. Mas se der, você desculpa-me lá porque depois que passas dos 60 não consegues ter as peças todas a funcionar. É igualmente perfeita, não é mesmo? O, começou. Pois é. O que é que aconteceu? Este agricultor chamado Bem-vindo era vizinho nosso lá. Naquele tempo ele tinha pouca coisa, mas era considerado rico, porque nós era pobre, não tinha nada, não é? Assim, para quem não tem nada, quem tem pouca, quem não tem nada perto de quem tem pouca coisa, aquele que tem pouca coisa é rico, não é mesmo? Pois bem, esse bem-vindo, na altura tinha 11 anos e tinha uns 30, 35, talvez.

Eh, ele era um lavrador assim de meia pataca, vizinho nosso ali, uma quinta deuns 15 alqueiro, 20 alqueiros por aí. Tinha um bom gadinho, acabou com trabalhador. Mas, ó, não comia sardinhas porque naquele tempo não havia ninguém para comprar lata. Depois chegou lá a casa um dia montado num cavalão bem arriado. Ele nem desceu do cavalo, chegou, encostou-se assim perto, meu pai chamar Job. Depois chegou e ó Job. Depois o meu pai saiu e o meu pai tinha eu que era o filho mais novo e tinha mais três irmãos homens já grande, não é? Depois ele, ó rapaz, eu vou fazer uma, eles falava uma maica, estou a fazer uma maica de serviço para roçar a minha quinta numa semana, a partir da próxima segunda-feira.

Aí eu quero ver se me pode ajudar com os seus filhos, com todos eles ou com os que puder ir. Eu pago tanto por dia o preço da região. Depois o meu pai disse: “Ó, rapaz, os meus meninos maior está tudo compromissado. Só estou eu e este menino. Este menino tá bonzinho de serviço. Eh, vou então ao preço normal e este meu menino está bom de serviço.” Meu pai é muito humilde, em vez de já combinar com ele logo, não é? Falou: “Você paga-lhe meia diária, por exemplo?” Não, o pai disse: “Vou levá-lo com a foicinha dele”. Depois trabalha, o senhor observa o seu serviço. Quando for no fim de semana, o senhor paga o que o senhor achar que ele merece. Mas e o senhor não se vai arrepender não. Ele tem 11 anos, ele já está bonzinho de serviço. Ele já completou a quarta classe lá mais ou menos, já está a trabalhar.

Aí o homem, então está bom, pode ir. Depois eu disse, só vocês é que vão dormir lá em casa ao domingo de tardinha que é para nós apanhamos cedo no serviço. Eu quero que os a peãozada drum tudo lá que é para nós apanhamos mais cedo no serviço. Beleza. Era tinha a cerca de 3 km da nossa casa, a 4 km mais ou menos. Nós obedecemos. Quando foi no domingo à tarde, nós arrumou as coisinhas. Eu de carça curta. Aí só tinha uma. Depois a mãe com muito curso cortou lá uma outra calça, arremendou e eu fui vestido com uma e levei uma outra calça velha na capanga.

Nesse tempo não carregávamos pasta de dente, nem sabonete, nem nada. Tomava um banho no co lá mesmo cedo passava uma água na boca, chegava o dedo assim, estava bom. Pai preparou os comboios de pitar que dava para durante a semana, falou com a minha mãe: “Ó, velho, uma vez na semana eu nós vimos dormir aqui para ver como é que está.” Aí domingo à tardezinha nós fomos lá para casa do lavrador, chegou lá, já tinha mais uns oito peão por lá que ia dormir ali. Tinha uns que morava assim pertinho, que dormia na casa deles. Ficou lá a dormir uma meia 12 ou oito peão no paiolo, num quartinho que tinham assim de lado. E o mais pai dormia junto na mesma cama. colchãozinho de paia.

Depois na segunda-feira, s 5 hor da manhã, o agricultor levantou-se para tirar o leite e já chamou a peãozada. Chamou a peãozada, pôs naquele tempo só o café mesmo. Ele nem um queijo para nós comermos cedo, ele não punha. Só o bolo de café grande, os copos. Aí ele tirou lá um um leite, um uma vasilha de leite assim, pôs lá. Depois cada um bebeu café, eu bebi leite que gostava de um leite e era bom para comer. Maguinho, recordo-me como hoje que lá estavam uns 10, 12, talvez 15 peão ao todo, não sei. Descalço só eu e o meu pai. Os outros tudo caçado, uns de botina, outro com a precata. Nesse tempo usava conga, chinela havaiano, botina. Mas eu e o meu pai descalço mesmo, total. E de calças curtas só eu é que era menino.

Depois na segunda-feira nós já agarramos beando o curral assim, aquela vassoura curraleira, aquele roçado baixo, só banana foice. E o meu pai amolou, fiou a foice dele com a lima, depois levou na pedra, fiou a minha, a minha foicinha mais pequena, mais boa, de ácido, cabinho curto. E este lavrador tinha uma filia mais ou menos da minha idade, 11 anos. Eu achava-a bonitinha. Como diz o Gerardinho, eu estava a querer deixar um nomezinho bom lá. E nós baixou a foice nessa vassoura curraleira à porta do curral ali. E o pau partiu. Pá pá pá pá pá pá. Quando o saiu o almoço, a gente almoçava cedo ali cerca das 9:30, 10 horas no mar, já saiu o almoço.

Quando nós fomos almoçar, a porta do homem já estava tudo limpinha e ele vinha com as botinas a dar pontapés assim, ó, mais ou menos no rumo que tinha passado para ver se tinha cortado a vassoura tudo para que veja. Aí, o meu pai, ó, corta direitinho que é o homem sítio que tu vens, ele tá a passar, arrastando no pé para ver se não estás só deitando a vassoura sem cortar, roça direitinho, puxa direitinho para ficar o servicinho bem feito, que no final da semana ele paga-lhe. Eu acho que ele lhe vai pagar metade de um dia do homem. Depois eu já fazendo as contas, não é? Não, não tinha o costume com dinheiro, não. Era, penso que uma das primeiras vezes que ia trabalhar, suponhamos, o pai estava a ganhar nesse tempo, digamos R$ 50 por dia, nos dias de hoje, digamos assim, não é? Eu na esperança que ele me pagava 25, já tinha feito as contas, já dava comprar isto, comprar aquilo, até dava para comprar um par de chinelos.

É, eu queria um chinelo. E lá na venda em cima da serra tinha um chinelo. Parece que o chinelo, se não me engano, era 18, não sei qual a moeda que era. Era 18 qualquer coisa, um par de chinela baiana. Eu queria trabalhar para comprar este par de chinelos e comprar doce, comprar bolachas, beber um guaraná, essas coisas de menino, não é? que para nós era novidade. Nós baixou a fo e o lavrador ali foi distanciando, certo, mais longe da porta. Fazenda era muita serra, muito monte, rapaz. O lavrador pôs para buscar água, duas cabaçonas de água. Era cerca de 15 peão. Então ali num solo quente daquele ali 15 peão bebia ali mais de 50 L de água por dia. Então toda a hora o agricultor vai lá à grota buscar água para nós.

Depois pegava as duas cabaças de cia num buqueirão assim lá em baixo. Pega lá na grota, lá no mato, a água muito fria para nós. Eu descia lá ia buscar água. bebia, não é? Terminava aquela, procurava outro e trabalhei sempre do lado do meu pai. O meu pai instruindo-me, me ensino, né? De hoje nos marimbondos. Às vezes tinha uma moita de espinh de malissa, meia grande, o meu pai forçava para o meu lado para me ajudar, para o serviço ficar bem feitinho, bem arranjadinho, não é? E o lavrador, rapaz, o que é que acontecia? Nós chegava lá, a hora de parar é 5 hor, mas como ninguém tinha relógio, abusava de nós, levava-nos até quase 6 horas. Nós chegávamos à casa dele de tarde, já estava a escurecer. Havia dia, nós banhava-se, havia dia, dormia sem tomar banho mesmo, rapaz.

Nós íamos acabado de chegar, eu cansado, cansado, com as pernas a doer. Ele dizia: “Vamos mais eu tratar do porco, menino?” Eu ainda ia ter junto com ele tratar de porco, cascar mi, cascar balai de mi para jogar para porco, debulhar mi para galinha. Isto já escurecendo. Quando vínhamos para almoçar em casa, tava perto da porta, nós almoçava e geralmente o descanso é aí uma hora mais ou menos, mas ele não dava uma hora não, uns 40 minutos mais ou menos ele já tava mexendo-se para chamando a turma para ir pr à luta. Rapaz, acredita que o desgramado do fazendeiro desse bem-vindo, nós acabávamos de almoçar, punha o prato em cima da mesa, dizia: “Menino, não te cansas nada, pois não? Vai lá buscar aquelas novinhas para mim lá, toca-me aquelas novinhas lá do parto da guerra para aqui para correr para mim ia e tocava.”

Depois de repente ele tinha um mandiocalosinho perto, a gente terminava de almoçar, punha o prato em cima da mesa, ele dizia: “Ó Pedro, procura lá um saco de mandioca para nós que fazer um queb para nós jantar. Busca lá para nós um saquinho de mandioca. Menino não cansa, não é?” Eu ia buscar mandioca. Todo o dia ela arranjava um comboio para eu fazer de tardezinha depois do da do expediente, digamos assim. E eu não tive durante a semana 1 kg do almoço. Uns peão deitava, outros ia pitar um cigarro. E eu sempre ele arranjava um comboio para eu fazer lá e levantava-se cedinho com os pés descalço, com aquela calça curta.

E trabalhei a semana inteira animado, feliz, pensando que no final da semana eu ia ter um uma boa recompensa, não é? E outra coisa, para comer, que lá em casa não passávamos fome, mas a comida era arregrada. A gente supanhamos tinha cinco pessoas para comer, tinha cinco pedaços de carne. Então a gente já sabia que era um para cada um. As panelas não era muito grande, pelo que a gente comia. Mas sempre que a gente comia, como eu dizia quando era menino, havia ainda um cantinho do bucho que cabia mais um bocadinho, mas tinha que dividir, não é? que menino de campo naquele tempo comia, mas comia e era mago, mago, seco, seco, seco. Eu com 11 anos, canelinha destas finurinha, os bracinhos fininho, não é? A gente tinha verme, aquela barriguinha arredondadinha, mas era muito forte, muito ligeiro e já bom de serviço.

Na verdade, se fosse uma pessoa de bom coração e reconhecesse, o o meu dia valia tão como o dia de uma pessoa grande, porque para além de procurar água naqueles buqueirão, todos os dias de tarde fazia assim, digamos na linguagem de hoje, um extra, não é, para ele à tarde e ao quilo do almoço. Vou arranjar o fogo aqui para nós darmos seguimento no caso. falando em almoço, cozinhando aqui um mocotozinho de boi. Estou a freentá-lo só na água aqui por enquanto, enquanto conto o caso. Depois de eu freentar na água com sal, limão, aí é que eu vou lavá-lo outra vez e partir para os temperos para nós almoçarmos hoje. Hoje em Brasília está um dia meio frio. Podem ver que eu tô homenageando o Zé Rico, não é, com duas camisas.

Pois bem, todos os dias na hora do almoço íamos almoçar, ele dava com o almoço estava pronto, ele subia para o morão da porteira, punha os dois dedos na orelha e au dava aquele grito assim que tinia, era chamando-nos para almoçar. Depois nós íamos que íamos triado mesmo, com uma fome que não mais acabava. E eu comia do mesmo tanto de um homem. Todo mundo punha dois pratos morró assim, ó. E eu também punha dois pratos morró do mesmo tanto que o homem comia. também comia duas pratadona assim cheias mesmo e dava vontade de pôr mais um bocadinho. Mas aí o pai está bom, senão bebes água e não aguenta trabalhar, estica demasiado o bucho.

E nós, ó, foi a semana toda neste batido. Quando era ali, por nós almoçávamos umas 10 horas, depois arranjou sempre uma avanzona para mim fazer que disse que menino não precisava que ali, que menino não cansava. Porque o povo da lavoura antigamente havia uma coisa que eu não concordava e tem raiva e mágoa até hoje. É do povo da roça por causa três coisas. Na lavoura nesse tempo, menino, mulher e cão não valia nada. É, menino, mulher e cão não valia nada. Os homens, só os homens de mais posição um bocadinho, humilhavam as crianças e as mulheres igual cão, tanto as dele como a dos outros. Era desvalorizado mesmo. Você vê estas mulheres hoje aí que têm de tudo, do bom e do melhor e ver a queixar-se. Sofrimento era naquele tempo, meu amigo. Mulher e menina e cão. Ó o ditado que inclusive este bem-vindo dizia mulher, menina e cão, tem que está a raiar e a bater-lhe pelo menos uma vez no dia para saber que tem dono. Vês como é que era a coisa? Eu tinha raiva disso e quando me lembro, eu Fico zangado até hoje.

Os mais velhos lá da lavoura, os mais poderosos é o mulher, menina e cão. Para eles não tinha valor, judiava, humilhava mesmo. Depois, rapaz, quando era ali para a volta de 1:30, 2 horas, vinha a merenda. A merenda era geralmente coalhada, mas como era muito forreta, fazia o queixo, tirava o soro e deitava um pouco de coilada no meio do soro e levava com rapadura. Havia dia que era com rapadura. Eh, e no outro dia mandava um potinho de sal e farinha. Então nós púnhamos aquele soro com um pouco de coalhada na na cuia. Ele mandava umas culas e nós púnhamos, tinha dia a rapadura raspada e farinha e aquilo era bom para encher a barriga. Enchia mesmo. A merenda todos os dias era isso. Foi a semana toda a merenda. Dizia que a merenda era coalhada. Sim, tinha um pouco de coalhada, mas é porque aquele soro que saía do queijo, ele voltava para vazia, jogava um pouco de coalhada, espalhadinha assim, ficava aquele godó ali, mas era soro, mas era saboroso, a gente tinha fome. Pena que eu tenha pensado que era pouco, que ainda queria comer mais um pouco.

E assim se passou a semana e chegou o dia de sábado. E o dia de sábado é o dia da alegria, o dia do pagode, o dia do pagamento. E eu todo animado. Lá na sala dele havia uma mesona de madeira assim. Aí a pionada sentou tudo em rota da mesa. Eu, mas o meu pai ao cantinho. Ficou os dois últimos. E havia um velinho que trabalhou a semana toda no tá de manezinho. Este velinho, bonzinho de serviço. Mas era um velinho já de uns 70 a 80 anos. Vem preto, maguinho, mas bom de serviço. Aquela toadinha macia, mas igual a uma cantiga de grilo. Tcha tchap tchap tchap. O dia inteiro, rapaz. Bãozinho de serviço, velho.

Depois ficou este velho, o meu pai e eu, os três derradeiro. Ele começou a fazer o pagamento de lá para cá. Ele veio lá de dentro e trouxe um monte assim de dinheiro. Naquele tempo tinha muita nota miudinha, o dinheiro valia pouco. Ele montão de dinheiro assim, ó. Eu cheguei brilhar o olho quando vi aquele monte de dinheiro. Aí começou fulano, fulano, que o sábado a gente trabalhava até 3 horas e ganhava o dia. Quem trabalhava era um costume nas quintas. Trabalhou a semana toda de segunda a sábado, limpa às 2 horas, 3 horas da tarde de para e gana os seis dias de serviço. Semana normal. Ele 2:30 para 3 horas gritou e mandou parar para acertar com toda a gente. A mulher dele fez um café, pôs lá um queijo, uma rapadura. Eu comi quase metade do queijo e quase metade da rapadura que os outros ficou assim meio a destruir.

Depois foi pagando a todos, pá pá pá pá. Quando chegou ao velinho, ele disse: “Ó, tu, eu não vou pagar o mesmo tanto não, porque estás muito fraco. Tem que reconhecer que você está velho, muito fraco. E eu observei bastante e o seu serviço não vale o que vou pagar aos outros, não. É até injusto para com os outros.” Para dizer que ele não estava a ser injusto, ele falou que era injusto para os outros. É até injusto para com os outros eu pagar-lhe o mesmo tanto. Eu vou pagar-lhe tanto a menos. O velinho resmungou, resmungou, mas está bom. Deu dinheiro ao velinho, veio para o meu pai, pagou o diário certinho que tinha combinado e eu naquela expectativa mesmo.

Só que ele trouxe lá de dentro o dinheiro contadinho. Depois quando ele pagou ao meu pai, vi que ele deu todas as notas para o meu pai. Não ficou nenhuma nota para mim. Eu já Fiquei com coração. Eu estava naquela felicidade, naquela alegria, naquela esperança, achando que ele ia pagar-me pelo menos a metade de uma diária. Depois meteu a mão no bolso assim, ó, e saiu com um monte de moeda. E eu fiz assim com as mãozinhas, ó. Ele despejou aqui as moedas na minha mão. No valor de hoje seria, creio eu, que uns R$ 10. e disse-me: “É, o teu não merece mais do que isso. Quando crescer, tornar-se homem, ficar bom de serviço, aí ganha o mesmo tanto. Mas come demais, come demais e trabalha pouco. Então não merece não, você merece estas moedinha. Quando você crescer, que se tornar forte, que se voltar, vou pagar-lhe tanto do seu pai. Mas merece só este, punhadinho de moeda.”

Oh, rapaz, mas eu Fiquei demasiado triste. O meu pai engoliu em seco para pagar um um um uma resposta para ele, mas o meu pai muito humilde. O meu pai eu para mim, já viu a minha tristeza, já apanhou duas notas das dele lá ainda junto com toda a gente e me deu: “Toma, meu filho, para parares o seu, para que possa comprar as suas precata. É, não, eu vou dar-lhe porque ele quer comprar um par de prec e estes estas moedas não vai dar.” Depois peguei, depois já fiquei mais alegre um pouquinho. Nós fomos para casa, eu já passei na venda, comprei uma peta, tinha aqu as petas das vendas, vinha num saco grande assim, transparente e aqueles guardanzinho cheireta já, ó, pequenino assim, ó. Depois tomei um guaranazinho daquele, comi uma peta e comprei o par de chinela Havaiana, a correia amarela. Lembra até hoje foi o as moedas que ele me deu, mais as duas notas que o meu pai me tinha dado.

Cheguei a casa alegre com as pantufas, mas triste, não é? Quando a minha mãe, a minha mãe era braba. If fosse com a minha mãe lá na altura, ela tinha arrepiado o cangote, porque a minha mãe era muito mais brava que o meu pai. Tal como eu digo sempre, se acha que a polícia do Goiás é a tal, que é valente, que é braba, é porque não conheceu minha mãe, meu amigo. Mas depois passou, tudo bem, os dias se passaram e nessa altura eu estava com uns 11 anos e este bem-vindo já tinha 35, eu acredito. Naquele tempo um homem de 40 anos já era velho. Tudo bem.

Quando foi quando eu tinha cerca de 15 anos mais ou menos, vim para Brasília, para Ceilândia para trabalhar. Fui trabalhar numa quinta de púca ali no fundo do Pessu. Depois arranjei um servinho miola num hotel lá na na Ceilândia e fui a trabalhar e tal. Resumindo a história, quando eu tinha 19 anos para 20 mais ou menos, dei conta de comprar um Carocha 1300 L amarelinho. coisa mais linda do mundo, igual a este que viu na foto ali da capa do vídeo, do mesmo jeitinho deste, porque os meus patrões de Brasília, apesar de ser também bruto, rusco, sistemático, mas trataram-me como gente, com humanidade. Eles me levava para dentro da casa deles. O que eles comiam, eu também comia. Eles me ensinavam as coisas, explicavam-me as coisas. deu-me oportunidade, certo? A gente tornou-se além de patrão, tornámo-nos amigos.

Eu ia comprar esse Carocha 1300 L na altura parece que foi 100 ou 1300 a moeda, não me lembro qual era. Talvez fosse o RV, o verdadeiro, não me lembro bem. Isto era por volta dos anos 90, por aí, não me lembro qual é. Eu acredito que era o real, ok? de URV, Cruzeiro, uma coisa assim, embora fosse 100 e tal, eu só tinha 1000. E um vizinho nosso lá que ia vender este este fusque muito bonito, muito arranjado, pus este meu patrão disse: “Não, pode comprar o Fusco” que falou para o homem lá, pode eh vender o Carocha para ele pelos 1200. Ele tem os 1000, eu avalizo os 200 para si. Se ele não pagar, eu pago. Ele trabalha comigo, é um bom menino. Você pode dividir-lhe esses 200 aí numas quatro vezes que pago. E o meu patrão rico, respeitado, o homem entregou-me o carro na hora.

E nessa altura eu tava namorando já. Viu tanto que eu já tava poderoso que eu tava com um Carocha 1300 e namorava com uma sobrinha do meu patrão. É menino, eu já estava mesmo, tinha comprado que a primeira coisa que o que o gajo da roça compra quando chega à cidade grande é um óculos de sol, certo? Eu além do óculos escuro, tinha um Carocha 1300 L 72. Coisa mais linda do mundo. Tudo o que podia pôr nesse carro eu pus. Pois bem, depois vim passear na minha região. Eu já tinha vindo várias vezes na minha região, tinha vindo de autocarro e tal, já tinha vindo uma vez neste Carocha.

Depois lá na Ceilândia havia uma discoteca chamava discodil. A gente pegava na cassete, levava lá na discoteca, escrevia o nome dos músicas e dos cantor e o homem lá gravava para nós. Eu tinha umas 10 fitas que ele gravou para mim, só trem finos, só trio parada dura. Levante O Robertinho, o Zé Rico, tinha um Carreiro, Amilton Lelo que eu gostava, Amado Batista, Jacob, Jacobzinho, só tremão que eu gostava mesmo. Tinha posto um tocafita. Austar, rustar, uma coisa assim, a marca dos tocafita naquele tempo. No fusco, enfiava-se vendo por baixo assim, ele havia espécie de uma gavetinha assim, ó. Você enfiava-o lá assim, ó, que você discia do carro era demasiado chique. Você puxava-o, saía com ele na mão pendurada e aquilo era bom demais. Pois é.

Depois fui para a minha região, para a minha lá na lavoura, esta rapariga que eu namorava, sobrinha do meu patrão, bonita, rapariga da cidade já requintada, ela não era rica não, ela também era pobre, ela trabalhava para ele também. Mas em comparação às raparigas que tinha na lavoura, que eu namorava lá, era uma coisa de doida. Ela trabalhava na caixa, ela mexia com dinheiro, sabida, faladora, não é? Bem vestida, aquela pele mimosa. Ela tinha mais ou menos a minha idade também, 18, 20 anos. Eu empolgado mesmo, igual ao pintainho da canjica. Deci, cheguei a Luziânia mais ou menos na hora do autocarro que saía aquele autocarro poeirinha que ia para a região para onde eu ia.

Eu a querer mostrar o meu fusco, que eu sabia que lá estava assim de gente conhecida. Parei ali com a rapariga, disse: “Vamos tomar uma aqui neste neste terminal aqui para nós ir embora.” E desci pegado na mão daquela rapariga bonita, toca fita ligado lá a tocar lá tinha um carreiro. Lembro-me até hoje que h que nós parámos tava a tocar amargurado. O que é feito daqueles meios que eu te dei? Parou ali. Eu deixei a porta aberta assim para o rumo do bar na era uma esquina assim antigo bar do Carlão, a esquinona assim. No que eu saí do carro adivinha a primeira cara que vi? O velho bem-vindo. Aí já era um velho mesmo. Aí já estava mesmo velho.

Nesse tempo usavam um saco branco para carregar as mercadorias. Esse pessoal chama chamava de pano americano. Este saco hoje um pano tipo este que a gente usa para pano de chão, cois era um pano daquele tipo, mas bastante resistente. Velho bem-vindo sentado na ponta de uma mureta ali, uns quatro ou cinco sacos cheio de compra, mais um saco de sala em pé assim à espera do autocarro para vir, não é, para a terra dele. Ele já estava muito velho, já muito acabado mesmo, já bem velho. Depois cheguei e cumprimentei todo mundo. Muitos nem sequer me conheceram. Ele conheceu-me na hora. Quando ele me viu no carro, ele já se levantou e, não é? Aí eu disse: “Sim, falei com ele, falei com a minha namoradinha, ó, este é nosso vizinho, lavrador, já trabalhei muito para ele, t coisa”.

Deixei o som ligado, entrei lá para dentro da venda. Na altura eu gostava de tomar um traçado de cortesano com 51. Pois, eu com 20 anos. Bota um traçado aí para mim. Metade 51, metade cortesano, uma Coca-Cola para mim, para namoradinha. Peguei naquele bicho, chamei-o no estambo, ripe fogo no Hollywood e marquei para sair para vir embora. E a o Fuscão ali com a porta aberta e o música a tocar. Eu tinha levado as coisinhas para a minha mãe, mas só naquela frente do Carocha ali era pouca coisa, uns biscoito, um parte de precata, um uns negocinho à minha mãe, umas coisas que ela gostava. Tinha levado um parzinho de botas para meu pai. Estava tudo à frente lá no capuzinho do Fusco. O resto estava tudo vazio, apenas a bolsinha da rapariga, uma sacolinha da rapariga, da namoradinha.

Rapaz, no que eu estava a sair, chegou o cobrador do autocarro de bicicleta. É. E disse: “Ó, pessoal, o autocarro tá na oficina. É aqueles homem velho, era até um homem, até se lembra do nome do homem. Eu não sei o nome. Sei que o pessoal chamava-lhe jovem. O filho dele chorar só o autocarro tá avariado. Pode ser que ele demore, pode ser até que ele não vá hoje, estás a ver?” Então, o pai mandou avisar, deu meia meia volta à bicicleta e desced. Aí o povo ficou doido. Depois já veio para cima de mi um monte de gente. Para onde vai? Para onde vai? Para onde vai? Tinha uma tia minha, uma tia Antónia, maguinha, boazinha, pobrezinha também. Depois a tia disse: “Filho, levas-me até lá na”. Eu disse: “Levo, levo a senhora. Dá-me isso, só dá à senhora vai”.

Depois veio o velho, levas-me então que aí nós moramos pertinho, você me leva lá eu pago-te o mesmo preço do autocarro. Eu disse: “Não leva, senhor, pode pôr as coisas lá dentro.” Depois os outros não deu que era para o rumo. Aí também não cabia mais gente do que o estava com muita sacaria, com um saco de salo, com um monte de coisas, arroz, feijão, coiseira toda. Tinha uns quatro sacos grandes assim. Esta minha tia também tava com dois sacos de compra. Aí ajeitei-o no carro direitinho. Aí a minha tia sentou-se bem no cantinho assim, ele no do outro lado. Nós enchemos o banco traseiro ali em baixo atrás dos dois bancos do passageiro, ao pé da rapariga que estava comigo. Ainda pus mais o saco de sala, mais umas coisas. O fusquinha é velho, chega, foi baixo e nós tocámos na estrada e eu com aquilo na cabeça.

A minha vontade era de chatear o velho. Mas aí eu estava tão feliz naquele tempo, porque de onde eu tinha vindo, a pobreza que que a gente era sofrida, certo? Eh, o tanto que a gente passava necessidade das coisas, eu demasiado feliz com aquilo. Se comprar hoje uma Hilux 0 km, não me dá 10% da felicidade que eu tinha, que eu tive quando comprei aquele Carocha 72. 300 L. Pois, de certeza que não chega aos pés. Eu tão feliz que me lembrava, olhava para o retrovisor assim a cara do velho, vim um pouquinho de vontade de chatear o velho. Mas disse: “Não, não vou fazer isso não, vou fazer diferente com ele. Eu doido para conduzir, quanto mais conduzir para mim, a melhor. Quanto mais longe fosse a viagem, melhor. Quanto mais tivesse que me dar a volta, melor. Eu queria era conduzir, não é? E a música a tocar e eu queria era conduzir.

E a casa do velho da auto-estrada principal dava uns 3 km, mais ou menos. Depois deixei a minha tia lá em cima na perto da entrada da sua quinta, do sítio dela e toquei o velho bem-vindo. Depois chegou à porteira, falei com ele e depois tem o meu menino vai esperar-me na estrada lá, mas ele não vai est lá não, porque nós estamos a chegar mais cedo porque o seu carro andou ligeiro, não é? Ele ia esperar lá paraa volta das 5 horas, portanto lá não vai ter ninguém. Eu vou ter de esconder as compras no mato e lá em baixo chamá-lo para buscar. Eu disse: “Não, eu levo o senhor lá à lavoura, tem problema não. É mesmo, Sr. leva lá, Pedro.” Digo, “Leva, vou deixar o senhor lá”.

E eu também estava curioso para ver a filha, porque na altura era cabeceira, era uma coisa linda do mundo, era rapariga mais bonita que eu já tinha visto no mundo, a filha dele, porque eu não conhecia outras, não é? Eu só conhecia ela na nossa região. As mocinhas de lá simplora esta pecada do mormaço, cabelinho desarrumado, coitadinho. Mas eu estava curioso para ver e também queria mostrar-lhe, mostrar à mãe dela que tinha o meu horário de vida, que eu tinha um Carocha, que eu namorava a sobrinha do meu patrão. E claro, toquei com velho bem-vindo, deci não tirei os óculos de sol ao descer do carro, abri as duas portas, pus lá o Amado Batista na fita. Era só empurrar ela para dentro assim, ela fazia crec. Pus um voluminho mais ou menos.

Fui descendo as coisas. Aí ele já estava bem velho, descendo para as coisas e carregando lá para a área. Aí logo veio a fia dele. Rapaz, quando lhe bati com o olho, eu olhei para ela assim e olhei para aquela a minha namorada. Eu disse: “Rapaz, mas como é que eu ainda queria uma rapariga destas? Selaha de lavrador, mas ele morrinha demais. já estava com os dentinhos assim tudo marcado já meio podre, coitadinha. Eh, embora ela com 20 anos, não é? E o lavrador tão muquiro, velho, que ela não cuidava da da menina. Aí olhei para ela assim, disse: “Rapaz, graças a Deus, não é?” Ó, a minha namorada, sobinha do meu patrão, que belo comboio. E essa menina, coitadinha, porque foi com pena da menina.

Aí chegou a hora do momento. Acho que o velho estava a pensar, né? Este menino vai cobrar-me drobado? Depois ele disse: “É, você disse que ia cobrar-me o preço mesmo do autocarro, mas como trouxe aqui é a mesma coisa ou vai cobrar um bocadinho mais?” Eu disse: “Sou bem-vindo, não vou cobrar nada ao senhor, não. Não vou cobrar nada não. Já estava no meu caminho. Gosto muito de ajudar os outros. O senhor não precisa de ajuda, o senhor é agricultor, tem dinheiro, mas eu gosto de ajudar. E estou com muito dinheiro.” Tinha recebido pagamento, estava no bolso da camisa, puxei assim um tufo de dinheiro, ó. Já tinha liquidado o Carocha. Fal, estou com bastante dinheiro, graças a Deus, não estou a precisar. Eu não quero nada não, senh não vou cobrar nada não.

Mas tem que se cobrar, ué, porque todo o mundo cobra. Porque antigamente era muito comum, ninguém carregava ninguém gratuitamente de carro na lavoura. O povo da cidade que ia para a lavoura de carro dava boleia, mas o povo da lavoura, os lavradores, ninguém dava a boleia. Estava a andar a pé na beira de uma estrada, via um carro, pedia-se para parar. A primeira coisa que lhe perguntava para onde o rapaz ir, quanto que ele te cobrava para te levar até em tal lugar. Ninguém transportava ninguém de graça. Ninguém. Fazendeiro. Nenhum não carregava ninguém de graça. Nem os trabalhadores dele não carregava de graça. Trazia para a cidade, cobrava um dia de serviço pela passagem. Era desse jeito. Explorava mesmo.

Depois disse: “Não, não vou cobrar nada ao senhor, não. Nada, nem de da de Luziane até lá e nem daqui. Não não vou cobrar nada ao senhor, senhor Bin de jeito nenhum. O senhor já me ajudou muito, já trabalhei para o senhor.” Aí deu uma espichadinha na lodaça que eu já estava mais sabido um bocadinho. “Não, então eu vou dar-lhe um queijinho com uma rapadura. Eu lembro-me quando você trabalhou para mim se vicinho bom, não é? Gostava de um queijo com uma rapadura? Ainda gosta?” Falei: “Gosto”. Vê-se que o velho continuava, uma tábua de queijos assim, ó, na varanda. Tudo queijo padrão, mais ou menos de 1 kg. E na ponta da tábua. Certamente um dia que as vacas deram menos, tinha um queijinho mais pequeno. Ele foi justo no menor. Pegou no menor. Rapadura não há jeito, que a rapadura ela é padrão, não é? Tal como o tijolo, é feita do mesmo tamanho. Pegou o queijo, a rapadura, meteu no saquinho e entregou-me. Despedi-me dele, agradeci e fui-me embora.

Chegou a casa, eu entregando as coisas à minha mãe. A minha mãe alega ali, satisfeita. O meu pai e eu contei à minha mãe, trouxe bem-vindo, velho, bem-vindo e deixei lá na quinta dele, levei lá. Aí a minha mãe disse: “Eu, cobrou quanto?” Falei: “Mãe, eu não cobrei nada, não cobrei nada dele, mãe. Não preciso. Eu estou com o meu ordenado quase todo aqui no bolso. Esse carro aí já está pago. Os presentinhos que trouxe para a senhora ao meu pai, paguei tudo a pronto, tudo com dinheiro. Eh, não quis cobrar dele, não. Eu quis fazer uma boa ação. Eu lembrei-me da sacanagem que ele fez comigo. Depois não quis pagar-lhe de uma maneira diferente.” Depois a minha mãe olhou à menina que estava comigo e disse: “Ó, o maior orgulho que tenho do meu filho é este menina. Este meu menino, se fosse uma pessoa mau, tinha cobrado três vezes mais daquele velho desgramado.”

Aí a minha mãe, até fiquei com vergonha, a minha mãe contou à menina a história tintim por tintim, de que tinha trabalhado, humilhação que ele me tinha feito. E a minha mãe fechou ainda dizendo para mim, me abraçou-o e disse: “Ó, meu filho, tu não precisava de ter trazido presente nenhum para mim, nem para o seu pai. O maior presente, meu filho, que já me deste, o maior orgulho que me deste, é o maior presente de você ter pago o malo com bem. que nem eu que soy mãe, que já sou velha, eu no teu lugar, não teria um coração bom deste para fazer o que fez, não cobrar a passagem do velho bem-vindo. Por isso, parabéns para ti, meu filho. Vai ser um homem rico, vai prosperar, ser uma pessoa abençoada. E falando para a rapariga, não é porque é meu filho, não, este menino é de ouro. Porque qualquer outra pessoa, até eu mesmo ia cobrar àquele velho cobrado, dobrado, que o velho com um gado de ruim. Até hoje ele ainda é mau. Ninguém gosta de trabalhar para ele, que ele quer que coma pouco e trabalhe muito e pega cedo e larga à noite.

Claro que fiquei feliz com os elogios da minha mãe, não é? Lembrei-me dela agora. Eh, passei lá o fim de semana feliz com o meu fuscão, visitei os familiares no meu fuscão 1300 L e voltei para trás. E graças a Deus não fiquei rico, mas de lá para cá nunca mais me faltou o básico da vida. Nunca mais. Graças a Deus já passei pelos perreng, não é? Vou agora num hoje casei tarde, casei com 45 anos. Portanto, eu tenho um hoje com 60, tenho um filho com 13, um com 11. Nós não tem, nós não somos ricos, não temos uma uma um grande património, mas a gente tem o básico para sobreviver, não é? Até estava a fazer uma campanha aí pedindo para quem quiser ajudar a comprar uma bicicleta para o meu filho mais reforçado, para o filho mais velho, que ele é grande. É porque temos aquele trivial, aquela medida certa. Mas para quem passou o que eu passei, para quem foi pobre, o tanto que fui, o tanto que sofri na lavoura, o tanto que fui humilhado, se puser os pesos mesmo direitinho, o pouco que tenho hoje, sou um tipo rico, não sou milionário. Termina aqui mais um caos saloio.

Que Deus abençoe a si e à sua família. Você gostou, você espara paraos seus familiares, para os seus amigos e assim a cultura do causos caipira vai rompendo aí Brasília lá fora, não é? dos caus assim, ó, ao pé do fogo que ouvia dos meus tios, dos meus avós. Aqui em baixo fica o o meu WhatsApp para que possa mandar uma história para mim, para tu contares um caos, para você elogiar, para você criticar, para que possa enviar uma sugestão. Se é empresária, tem a sua empresa, a sua fábrica, quer que eu fale da sua empresa, do seu produto, entra em contacto comigo, falo diretamente aqui do meu jeito. Entra na plataforma e dá preferência ao nosso canal Pedrão Bogó Causos Caipira para divulgar os seus produtos, a sua empresa. O que não pode é ficar fora do YouTube, porque nós estamos na maior e melhor plataforma de vídeo do mundo.

Hoje se perguntarem qual o maior e melhor meio de comunicação do mundo hoje, toda a gente vai dizer, é o YouTube. Assim a sua empresa, o seu produto não pode ficar fora aqui do YouTube, seja no meu canal ou noutros bons canais que há por aí, que às vezes é mais adequado à sua empresa e ao seu produto. Aqui em baixo está o meu WhatsApp, que é também a minha chave Pix. Vai que estás com bom coração aí, queres ajudar, colaborar para comprar a bicicleta mais reforçada para o meu filho, está aqui o meu, essa chave Pix, que é o número também no meu WhatsApp, pode ser utilizada, de repente tem aí uma usada ou tem um coração bom assim. Eu sou pobre, sou um rico pobre, eh, mas quando posso ajudar, gosto de ajudar, porque ajudar faz muito bem. Quando a gente ajuda alguém, faz um favor a alguém, que aquela pessoa sorri verdadeiramente com o coração e com os lábios, que é a verdadeira essência divina, essência do Espírito Santo. Quando consegue fazer alguém feliz, a sério, é brom para aquela pessoa e melhor ainda para gente. Que Deus abençoe o seu dia.

Fim aqui mais um caos no nosso canal Pedrão Bocó. Causos saloios. Espalha para o povo aí. ajuda-nos que a minha meta este ano é grande tão como a minha fé. Eu tô raspando aí os 30.000 inscritos, mas até Dezembro, com fé em Deus, com o meu esforço, a coluna mesmo que dói, um comprimido a mais do Rivotrilo, com muita força, com muita luta e com a sua ajuda. E quero chegar a dezembro com 100.000 inscritos. Posso contar com você? Então inscreva-se aí no nosso canal. Obrigado, hein? He.

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