Aqui estão os transcritos da história que você compartilhou, mantendo todo o conteúdo original, sem adicionar novos cabeçalhos e excluindo as anotações que estavam entre colchetes. Os parágrafos foram separados para facilitar a leitura.
Hoje vou contar-vos o caso da sombração da tapera da Veia Fostina. É, a tapera da Veia Fostina era ali no concelho de Padre Bernardo em Goiás. Fica aqui perto. Tem Padre Bernardo. Logo paraa frente tem uma outra cidadezinha chamada Mimuso. Uma cotelinha. acho que foi mesmo e emancipada, municipalizada em 87, 85 por aí, mas até aí acho que mimoso nesse tempo pertencia a padre Bernardo.
Pois é, lá na tapera assombrada da Velia Fostina ficou ali uma assombração por muitos e muitos anos. E já viu dizer que bêbo da sorte? Pois, o bebo é um bicho de sorte. Bebé cai, não magoa. Cai na cheia, não afoga. A cobra, não pega. A onça não é. Bebé tem uma sorte do caraças. Pois é. Esse caso vai provar, vai provar.
É mais uma prova que bebe é bicho que dá sorte. Primeiro que bebe não tem medo, certo? E este beb enfrentou assombração e teve sorte, lavou a égua. Como nós diz lá em Goiás, o bêbo lavou a égua. É, é isso.
Todos nós brasileiros temos um pezinho na lavoura e já ouvimos na maioria de nós, certo? Há da minha idade lá para cima um caos do antigo, do mais velho assim ao pé do fogo. E hoje vou contar o caos da assombração da Velia Fostina. Mas antes eu vou contar a história. Quem era a Velia Fostina? Pois é.
Vem a Faustina vivia lá com o marido, acho que era seu Zé o nome dele, aquele casal velho, antigo, que vivia junto, não teve qualquer filho, não houve nada, deve ser um problema de saúde deles, alguma coisa. Enfim, a ve fostina, uns via-a como curandeira, benzedeira, parteira, outros mais que tinha assim um certo preconceito, dizia que ela era macumbeira, catimbozeira, mas na verdade ela era o anjo da guarda ali da região, é, do padre Bernardo. do Mimoso, aquela região ali. Isso pelos anos 50 por aí. Não sei que ano que foi fundada a cidade de Padre Bernardo, mas foi por aí. Mas o padre Bernardo, que deu o nome a cidade já por lá andava. É, e esse é um caso que muita gente às vezes vive lá na cidade e não sabe desta proeza que o padre Bernardo fez. É.
Esta velha Faustina, então ela benzia de quebranto, de maloiado. Desapareceu um animal, o povo ia lá para ela rezar para ver se descobria onde que tava. Desaparecia uma pessoa, ela descobria, tentava descobrir onde é que tava nas orações dela. Ela tinha uma força oculta realmente bastante forte.
É, às vezes havia uma pessoa doente naquele automóvel, naquele tempo o transporte era muito difícil. Tinha uma pessoa com a doença, um comboio levava um chapéu, uma peça de vestuário. Um pessoal antigamente toda a gente usava lenço, não é? Os homens no bolso para limpar o catarro, a mulher amarrava na cabeça. Aí levava o lenço ou uma peça de roupa, ela benzia, fazia as orações, eu estava lá, benzia junto as imagens do Santos dela lá, não é, com o Ramim. E na maioria das vezes resultava. É, tá vendo? A Fostina era muito forte, muito forte mesmo nas forças ocultas dela. Agricultor estava lá com a quinta com problema com cobra lá benzia afugentava as cobra. O tipo que vivia às vezes da caça da a pesca daquele tempo era muito comum, não é? E a pobreza era muito grande.
As roças era roça de cepo. A Roça derrubava o mato, aquelas roças pequenas, com muita dificuldade, as famílias alimentavam muito de de da caça, da pesca, não é? Aí a rede do gajo não estava a apanhar nada, ele não estava a matar nada, levava lá para ela benzer a rede, benzeria as varas de anzolo, benzeria a espingarda, tudo ajudava. Eh, a as vacas não estavam emprenhando, as éguas não estavam emprenhando, as galinhas estavam mal para botar e a lá e a Faustina fazia uma oração, ensinava uma simpatia, alguma coisa ela fazia e acabava por dar certo. Ela já tinha desafiado. Desafiado não, que ela não desafiava ninguém. Ela já tinha curado muita gente, desenganado de médico, que nessa época Brasília ainda não tinha cá Brasília ou estava a começar, não sei. Eh, a Fortaleza aqui era a Goiânia, não é? Eu não sei se este tempo a capital do Goiás já era Goiana ou se ainda era Goiás velho, mas era para dentro ali para o lado da capital do Goiás, onde é que havia um recursinho maior um pouco. Então às vezes as pessoas mais ricas iam para lá para levar os doentes e não conseguia e depois a dona Fostina conseguia.
Deixa-me arribar o fogo aqui um pouquinho, porque hoje estou a cozinhar aqui o mocotó e o mocotó, se o fogo não for mesmo bom, ele não cozinha, não. Parece que o pé era de uma vaca meia velha. Então vamos ribar o fogo aqui, senão ele não vai. Aí ela sempre famosa na região e cada vez a fama dela ia mais longe e vinha gente de mais longe para procurar os tratamentos, os curamentos com a Velia Fortina. Depois o velhinho dela morreu, ficou sozinha. Eles morava lá na no encontro de um cógo lá, é chamada a pedra do sapo. Lá à porta da casa dela, da sua taperinha, um ranchinho. V uma taperinha mesmo, dos de madeira, reboca, põe pau, a pica, passa a vara e reboco. E é feita com uma par de te, uma par de capinha. Ela está perinha mesmo. Geralmente estas pessoas são muito pobres, não é?
E lá tinha uma pedra na frente da casa assim, ó, que era igualzinho um sapo. Ela nasceu dentro do chão assim, aprom nasceu não, não é? Não sei como é que a pedra. Em algum momento ela se posicionou daquela forma, não é? A metade dentro do chão, a outra metade para cima, assim, ó. Tinha até os sinais dos ó do sapo, o sinal da pá assim era igual ali um sapo. Aí ficou conhecido como eh quinta do sapo, tapera do sapo, eh lá à porta da casa da dona Faustina. Algumas pessoas até usavam este sapo, dizendo que ela era macumbeira, que ela que transformou um sapo nessa pedra. Enfim, este conversa fiada, não é? Mas enfim, um garimpeiro muito rico mesmo, lavrador, garimpeiro, caba de muito dinheiro.
Um filho de 11 para 12 anos arranjou um caroço no pescoço e levou-o para Goiás Velho, levou para Goiânia, levou para vários lugar e os médicos mexia. Naquele tempo não havia tanta aparelhagem, não é? Eu acho que provavelmente nenhuma máquina de raios X, daquelas mais arca, capaz que Goiás não tinha. E um médico tava remédio, nada e nada. E o caroço só a aumentar, o menino chegava, já estava a virar a cara assim, ó, com aquele caroção e aquele caroção já estava o menino já a conversar. Bça, pai, bença, mãe. O Ace estava a tapar a guela do menino. Era aquela doença que se estava a ver ali com os olhos que estava levando o rapaz a passo largo para o homem da sepultura.
Depois este fazendeiro garimpeira que veio debaixo do Goiás, desse fundo velho de Goiás ali, já quase na fronteira com o Mato Grosso para ali, beira do Araguaia, para lá para aqueles fundos ali, ficou a saber dessa vele e este menino para ver a Faustina. A velha Faustina olhou, o menino olhou, disse: “Olha, eu não vou garantir ao senhor a 100%, mas eu eu vou curar este menino do senhor”. O senhor pode ir embora, senhor. Deixa-o e a mãe dele aqui. Senhor faz umas comprinhas aí na cidade, porque aqui em casa só temos mesmo um feijãozinho com arroz. O senhor vai à cidade aí na no armazém, compra um uma feirinha de coisa que a sua mulher está habituada a comer e que ele é habituados a comer, que vocês são de família rica. Para nós não, compra-se comida para os dois e deixa-o aqui uma semana. Daqui a uma semana o senhor regressa. O homem assim fez. Quem é que não que que o pai não faz por um filho, não é?
Aí o homem apanhou o jeip, foi lá, não sei se Mimoso ou no Padre Bernardo ou no comércio que tinha e comprou mesmo um mundo velho de coisa de comer e comprou algumas coisinhas que a que a velha pediu, um vinho branco para pôr um remédio, um biotôo fontora, uns comprimidos, uns comboios, umas velas, deixou-o lá e voltou para a sua fazenda. Passaram uns 8 dias que naquele tempo não tinha telefone, não tinha nada, não é? Aí ele voltou. Quando voltou, a hora que ele estava a chegar à na taperinha da Velia Fortina, o menino dele já estava a brincar lá in volta da pedra do sapo, o rapazinho de 11 anos, 10, 11 anos. E ele já viu que o caroço já tinha murchado quase tudo. O menino já correu, já deu bção, já a voz já estava praticamente normal. do menino. O homem ficou demasiado feliz, falou com ele lá, agradeceu-lhe imenso e não, ele não, ele vai sarar. Não precisa nem tu ficares aqui mais, eu vou só receitar uma simpatia, vou fazer mais um benzimento, vou receitar uma simpatia, vou pôr um remédio no vinho branco, moscatelo, noscatelo, chamava ovinho naquele tempo. Gostoso, docinho, tem um sabor a cravinho, bom demais. Eu vou arranjar aqui essa garrafadinha. Pode ir embora. O seu filho tá curado. Pode ir embora. Pode ir embora. Não, mas quanto devo? Não, eu não não cobro nada. Se me quiser dar um agrado, uma banda de leitores, um pato, uma galinha, um capadinho, uma coisa, eh, um saco de feijão, um saco de arroz, eu aceito. Agora, dinheiro, ele não. E eu quero dar a senhora e dou senhora muito dinheiro. Senhora vai ficar rica? Eu vou não, de jeito nenhum. dinheiro, não aceito nenhum conto que se o senhor me der, eu não aceito de todo. Eu aceito uma ajudinha e pouca, muito. Eu não preciso. Eu não preciso. O meu velho já morreu, vivo sozinha. Se eu tiver o que comer, para mim é suficiente. E fumar o fumo do meu cachimbo, do meu cigarro, do meu cachimbo. Só isso que preciso. Não preciso de mais nada.
Depois o homem não, eu vou trazer um presente para a senhora. pegou no menino, na mulher e foi embora para a quinta dele. Passou um mês mais ou menos, o menino curou, ficou perfeito, levou ao médico, o médico admirou, falou: “É, se há milagre, então o seu filho recebeu um milagre. A doença acabou, limpou tudo, o seu filho está perfeito.
Aí o lavrador pensou: “É, se eu levar dinheiro, ela não vai querer. Se eu levar umas vacas, uns comboios, não vai querer. Se eu levar dinheiro, ela não vai querer.” Como ele era garimpeiro, tinha garimpo nas nas quintas dele, o seu filho era a maior fortuna que tinha. Ele tinha encontrado no seu garimpo, o que é raro encontrar uma só pedra, não é, de ouro grande. Ele tinha lá uma pedra de ouro que era, ó, a maior pedra de ouro alguma vez vista na na região. Ele tinha essa pedra de ouro guardada em sua casa, muito bem guardada, muito bem escondida. Era um dos maiores tesouros que ele tinha em valores. Ele disse: “É, meu Deus. Como o senhor curou o meu filho, aquela velha é uma velha santa. Eu vou dar esta pedra de ouro a aquela velha. Aquela velha vai ajudar muita gente. Ela disse que o dinheiro ela não aceita, que aceita um presente. Então vou levar esta pedra de ouro de presente para aquela velha.
E assim ele fez, tirou-lhe o gip, pôs de novo o menino lá dentro, falou: “Meu filho, tu que vai entregar à velha”. E é o seguinte, nós vamos embrulhar um papel, pôr numa caixa, selar direitinho, entregá-la e nós vamos embora. Porque se ela vê que é o ouro, pode não querer que o ouro vale mais do que é dinheiro. Depois vieram, o menino veio e abraçou, deu-lhe bção, disse: “Ó, dona Faustina, in agradecimento a Deus, in agradecimento à senhora ter me curado, trouxe um presente para senhora. Mas a senhora só vai abrir o presente depois nós fomos embora que a senhora é meio sistemática. Às vezes a senhora não vai querer dentro de uma caixa de madeira embrulhado mais num papel, mais num saco. Entregou-a, agradeceu, ela disse: “Vai com Deus, meu filho, se precisar de mim é só voltar, mas daqui estarei a rezar, a rezar para vocês.” Eh, já vi que vocês são pessoas de bom coração, gente de Deus. Por isso que receberam o milagre. Não fui eu que curei o seu filho, foi Deus. Eu só fiz a intermediação e o bocadinho que eu sei de medicamentos, usei, usei as minhas orações e correu tudo bem. E amém, despedir-se e foi embora.
Quando se distanciou, a velha abriu o pacote, aquela pedona de ouro. Ela falou: “Meu Deus, o que é que eu vou fazer com essa pedra?” Ela não tinha interesse nenhum em capitalismo. Ela nem sequer tinha noção que poderia valer uma pedra daquelas. Depois ela pensou, pensou, disse: “Não, eu vou enterrá-la, ela é debaixo da pedra do sapo, depois vejo o que é que eu faço”. Ela foi lá para debaixo da pedra do sapo com uma enchadinha, cavou o buraco lá de uns 30, 40 cm. Bem que a pedra do sapo estava em pé assim, ó. Ela cavou debaixo um buraquinho deuns 30, 40 cm, meteu-a dentro de uma panela de barro, tampou, cobriu com terra, bateu ali direitinho, deixou lugarzinho bem marcado, bateu o olho da enchada assim na na pedra sapo, fazendo um risquinho mais ou menos bem no rumo que ela estava enterrada e esqueceu-se daquilo, largou ali, continuou tratando o povo, continuou curando as pessoas. Isso ela já estava velinha, velinha, velinha, velinha.
Eu, o padre Bernardo, que que foi proveniente do nome da cidade, que é padre Bernardo, eh, frequentava a casa dela, aceitava até aos bizimentos dela, recomendava gente para ir lá benzer-se com ela. É o padre Bernardo que deu origem, o nome, a cidade de Padre Bernardo, que até antes não sei, mas era outro nome. É, segundo a história que o avô contava, que estou agora a recontar para você, Padre Bernardo era outro nome. Aí devido este padre ser muito bom, milagroso, um padre muito querido, ali in homenagem ao padre, mudou o nome. Pois é. Depois a Velia viveu mais uns anos e curou muita gente, fez muitos milagres, muita coisa boa e morreu. A V morreu, foi uma tristeza para toda a região, não é? Aquelas terras ali não havia documento, não havia dono, não tinha nada. Era um cantinho só de terra no bico de um corgo.
Aí os Agricultores em volta, eh, alguns soltavam o gado, o gado entrava lá e ficou só a tapera. Aí ficou ali, ó, a tapera da Velha Faustina. Não, onde é que vai? Não, passa a tapera da Velia Fostina na pedra sapo, sobe, vira à direita. Tornou-se uma referência tapera da Velia Faustina e a pedra sapo. Só que com o tempo começou a aparecer sombração na tapela da Velia Faustina. Passava-nos lá de noite, escutava a velha Fortina a chorar, sentia cheiro a fumo, como se ela tivesse fumado o cachinho. Às vezes ela chamava: “Olá, anda cá, meu filho, anda cá meu filho. Eu preciso de ajuda, meu filho.” O povo ó, aqueles mais velhos que conhecia a voz dela falava: “Não é a voz dela, é a voz da Velha Fostin.” Ela não tinha familiar porque como eu disse, ele o marido não reproduziu, não é? Aí passados muitos anos, o povo cortava a volta.
De vez em quando alguém passava lá de loitinha, ouvia a velinha chorando. Aquele choro triste, aquele choro dorido e e o povo só destrocendo da tapela da veia Fostina. Quando sumio, desapareceu uma vaca, desaparecia um cavalo, os caseiros das fazendas ia campear, tinha medo de chegar lá perto da da taperinha. disse que de vez em quando alguém passava por lá e via uma velinha de branco, tipo meio que uma sombra, uma nuv, sentado em cima da ponta da pedra do sapo a pitar no cachimbo. Ficou essa lenda durante muitos anos desta tapera da Velia Faustina assombrada. Todo mundo evitou. Como tinha terra de sobra naquele tempo, o povo apanhava até de graça, ficou ali uma meia quartinha de terra lá no cantinho, a taperinha caiu e a pé da sap ficou lá in pé.
Aí é que vem o bêbo. É aí que vem a história do bêbo. Todo o mundo destrucia da tapera. Todo o mundo tinha medo da tapera. Ninguém beava a tapera. Ainda mais de noite. Muita gente nem de dia lá não ia. Essa pedra, essa pedra sapo, então que o pessoal dizia que a macumba dela que fez um sapo transformar-se naquela pedra e tal, aí é que ninguém passava mesmo, menino. Então tás doido. Para educar os rapazes na região de padre Bernardo, era só tu dizeres: “Se tu tem, vem a fortina aparece-lhe e transforma-o num sapo igual ela fez com a pé da rã.” O menino já ficava com medo e já obedecia ao padre e à mãe.
Aí, rapaz, lá estava um tal de Joaquinzão. Este Joaquinzão é lá da região do Mimoso ou mais para baixo do Mimoso, penso eu, não sei se é água fria. Eles vieram daquele fundo lá, estav de Joaquinzão, chamava ele quinzão. Era pé inchado, cachaceiro. Até era bom serviço e tal, mas o povo não o contratava para trabalhar, porque se ele v pinga, não trabalhava, era pchado, aquele viciado mesmo. Só não bebia quando não tinha. Depois uma vez trabalhou numa quinta lá na região e foi para uma venda lá, não sei se no padre Bernardo ou no Mimoso na região lá, não é? Eu sei que para ele ir para onde queria e tinha que passar precisamente no na estradinha, no triirinho, que passava bem na tapera da Via Fostina, bem encostada à pedra do sapo. E ele estava-se nas tintas, moço, beb, ele nem lembrava-se daquilo.
Ele já estava bão de tatuzinho debaixo do braço. De vez em quando mamava um golo, cantando, subiando, uma hora à beira do caminho, outra hora à beira do outro, a beira do caminho, beira de noite e de noite já escuro. Ele nem sabia que hora que era da noite. Aquele bebo aluado mesmo, não estava para nada, não sabia de nada, não estava totalmente aluado. Aí chegando perto desta tapera da Velia Fostina, da pedra do sapo assombrada, nem se lembrava disso. E se se lembrasse também não ia ter medo. Bebe é bicho atrapalhado.

Aí começou a cair um sereninho de chuva. Aí ele próprio bebe cai aqui, levanta-te com lá. Fal vou ter que fiar debaixo desta tapera aqui para mim não molhar. E ainda tinha uma, tal como eu disse, a taperinha era uma parte coberta de capinha e outra parte coberta de te caído quase tudo assim. Aí tinha caído um ste, mas ainda tinha uma beirada de teada assim, um tipo um um lado só assim é que ainda dava para entrar para esconder de baixo. Depois veio bêbe de lá para cá e cai aqui, levanta com lá, cai aqui, levanta com lá no escuro tinha um fósfor que ele pitava, não é? Riscou o fósco, mexeu por ali, tentou acender um fogo, não deu conta de tão bêba, bêbo. Não derrama pinga, não é? Ele cuidou bem do litro de pinga, pôs-no in pé no canto assim e lá no meio, ali naquele cantinho, ele já deitou-se e já apanhou uma teia onde fez almofada de uma teia e ali mesmo ele apagou.
E ele disse que dormiu e não sabe que hora e nem in que momento que foi a velha Fina a chamá-lo. Joaquim, Joaquim. E tinha conhecido a Velha Fortina, ele conhecia-a, ele disse que era menina ainda, mas lembra-se dela. E desse tempo o padre Bernardo, que deu o nome a cidade, ainda lá andava. Tava velinho, velinho, velinho, velhinho, mas estava por lá. Depois disse que ela, o Joaquim, quem preciso falar contigo. Você é o único que tem a coragem de me ajudar. Eu preciso de ajuda.
Depois disse que bebo. Ele disse que não sabe se estava a dormir ou se estava acordado. Falou: “Fala qualquer coisa é só falar comigo. Eu estou aqui todo bem armado. Que ele lá mete bala. Revolve porra nenhuma. Coitado. Aquela conversa de bêbado, não é? Aí disse que a velinha disse: “Ó, eu preciso de ajuda, meu filho. Eu lembro-me você. Você é filho de fulano de tal com fulana de tal. Eu sou a a Fostina, Eu sou a alma da Fostina, o espírito. E preciso de uma ajuda para eu poder ganhar a salvação da minha alma. Eu tô com problema aqui para resolver. E in quanto não resolver este problema, não vou apanhar um patamar, não vou apanhar uma faculdade espiritual mais alta, meu filho. Eu preciso que o Sr. ajuda-me, que tu ajudas-me, meu filho. E tem coragem? Você é um homem de coragem. Quero mostrar-te um tesouro que para além de me ajudares, vais ficar rico.
Aí bebo. Você é para ficar rico, depois mostra. Bora lá esse negócio. Bora, bora, bora. Falou, acompanha-me. Aí diz ele que apareceu a velha Faustina, só que não como pessoa. Ele disse que ela parecia como se fosse uma mulher de nuvem, digamos assim. Eles com o mesmo jeitinho da dona Faustina. Até o cachim estava na boca o vestido que ela usava, aquele vestidão de algodão rapando lá no pé, mas era o formato de uma nuvem, um fumo assim, um Mas ele dava-se bem para ver que era a Velia Faustina. Disse: “Vem cá, meu filho”.
Depois chegou lá debaixo da da pedra sapo, contou ele a história. Aliás, ele já sabia da história que ela tinha curado o filho deste homem rico lá do do norte de Goiás, não é? Aí ela contou a história, falou: “Ósim, assim, assim, assim, assim, ó. Está aqui, ó. Está vendo esse risquinho na pedra aqui, ó? Aqui in baixo tá a pedra. Amanhã secava aqui, arranca-a. Eu vou partir ainda um raminho e vou pôr bem in cima aqui o sítio que ela está para não perder. Amanhã vai arrancar essa pedra. Aliás, não vai arrancá-la antes, não. Você vai lá chamar o padre Bernardo, que é o único homem honesto, 100% honesto de confiança que tem nessa região.
Porque as forças espirituais me apontaram. Ele como um homem 100% honesto, um homem realmente de Deus, um homem que nunca enganará alguém. Depois é o seguinte, vai ter que convencê-lo que eu apareci para ti. Vais trazê-lo aqui só vocês os dois, sem contar a ninguém. E vocês os dois juntos vão cavar aqui, vão arrancar a pedra. Ele é de confiança. Aí vai entregar a pedra para ele ou seis dois juntos vai vender a pedra de ouro. A metade do dinheiro é seu e a outra metade é dele para ele ajudar os pobres, ajudar as pessoas carenciadas, ajudar a construção da igreja para ele ajudar a pobreza. E a outra metade da pedra, o dinheiro é seu. E deixa-se dessa cachaça sua, muda daqui, compra uma quinta ou noutro lugar e vai viver a sua vida.
A partir de hoje, se fizer o que eu lhe estou a mandar direitinho, conseguir convencer o padre Bernardo a vir aqui arrancar a pedra, que vai deixar de ser um cachaceiro, um pé inchado, vai ser um homem rico? e abençoado. Você vai casar, vai ter família, vai ter um filho, vai vai ter um neto, vai ter um nome, vai vai morrer e vai deixar um nome, um apelido. Vai ficar rico, conhecido, famoso, respeitado. E a partir daí vai frequentar a igreja, vai ser um homem de Deus, vai passar a conhecer mais a palavra de Deus para que realmente seja um homem honesto, honrado e firme exemplar. Dis, está bom. Depois passou e disse quando amanheceu o dia, que o dia clareou, esfregou o zói que se apercebeu que tava na tapera assombrada da velha fortina. E lembrou, ih, rapaz, e agora foi um sonho ou aconteceu mesmo? Ah, já que dormi aqui beb, não não aconteceu nada, vou lá à pedra para ver. Ui. Aí levantou-se numa ressaca do caralho, levou mais um golinho para parar a trimura. Foi lá, estava o risco na pedra que ela mostrou e dois gain cruzados um in cima do outro.
Assim, disse que pegou nessa pinga, atirou o L de pinga para lá e voltou para a pro lugar que estava este padre Bernardo. Não sei se o padre Bernardo e o Mimoso, ele sabia onde é que estava o padre, que o padre já estava velinho, já quase gagar. Depois chamou o padre e contou a história. Depois o padre meio que duvidou, ficou meio assim, meio lá, meio cá, mas disse: “Não, Joaquinzão, eu não vou duvidar de si não”. Nós vamos arranjar ali uns cavalos, uma mula mansa para eu montar, porque a pé eu não aguento e nós vamos lá. Aí o quinzão arranjou jeito de arranjar uma égua velha lá uns tr disse: “Não, vais na égua eu vou a pé, nós vamos lá”. Aí arranjaram um inchadãozinho e raparam para lá.
Depois no caminho o quinzão contou tudo o que aconteceu e disse: “Ó, eu não sei se eu sonhei ou se ela me apareceu, mas aconteceu assim, assim, assim, assim, assado. ” E ela disse que o único homem de confiança que tem por cá, a 100% que os espíritos avisaram ele é o senhor. falou que o resto dos homens por aqui, se eles descobrir a pedra, o dinheiro mudaria eles. Que até me podiam matar para ficar com a pedra sozinha, outros ia-me enganar, mas que o senhor não, que o senhor ia fazer o pedido dela certinho, que o senhor vai comigo vender a pedra no lugar certo. O senhor sabe como é que faz, como é que faz para vender e tudo.
Metade do dinheiro é para o senhor, para o senhor fazer o bem pelos pobres e a outra metade é minha. Depois quero que o senhor vá ao banco comigo e nós ajuda-me a abrir uma conta e nós põe na minha conta. E ela aconselhou-me para eu ir embora da região, para eu ir embora e comprar uma quinta, uma terra no lugar e se tudo correr bem, nem pinga não vou beber mais. que o Joaquinzão era cachaceiro, pechado, os dentes tudo partidos, só vivia a rir à toa, rindo pras parede, mas ele não era muito besta, não. Não era daqueles homens mais culto e sabido, mas besta, besta mesmo, ele não era não. Pois bem, foi lá, mas o padre disse: “Ó, padre, ela mostrou aqui, ó, o Raminho ali, o Raminho já estava murcho. ” Ela disse que se cavar aqui uns 20 cm, 30 cm, vamos ter uma barra panela e e o ouro vai est dentro. Depois o padre lá, certo? Jagar com uma bengalazinha.
Aí o quinzão cavucou, cavucou, cavucando devagarzinho a panela. Abriu a panela, a pedona de ouro que chegou reluzir. Aí o pá tampa ligeiro, tampou ligeiro, puseram embornar e foi para a cidade. Aí não sabe se o padre foi paraa Goiânia, para Goiás Velho, para onde foi. Os dois juntos. O padre foi junto com ele, sem dizer nada a ninguém. vender a pedra. O padre torce o dinheiro, fez muita benfeitoria, muita coisa para os pobres.
O povo até ficava na dúvida como é que o padre conseguia tanto dinheiro para ajudar os pobres, fazendo casa para pobre e levando feira e mandando fazer isto e mandando fazer aquilo e comprando e eh moleta pros alejados, cadeira de roda para os alejados e levando feira. certo? E o povo enculcado, como é que o padre Bernardo vai andando daquela maneira, embora ser muito querido, muito amado, não é? Os lavrador doava as coisas e tudo, mas o povo admirado e ele não podia dizer a ninguém, pelo menos por enquanto, o que que tinha acontecido. Aí O Joaquinzão pôs o dinheiro no banco. Deve ter sido o Bradesco, certo? Porque toda a cidadezinha antigamente para ser cidade tinha de ter um cabaré, uma igreja e um banco Bradesco. Já era uma cidade.
Este Joaquinzão promou para o lado, a gente falava nesse tempo que o norte de Goiás, que hoje é o Tocantins, não é? A gente chamava norte de Goiás. Já conhecia por lá que ele tinha andado por lá. Ele rapou para o rumo do norte de Goiás, comprou quinta, comprou casa na cidade, comprou Jeep na altura, comprou gado e transformou num grande lavrador lá da região. largou da cachaça, arranjou os dentes, tornou-se um homem rico, respeitado, casou com a mulher lá daquela região, eh constituiu uma grande família, mas de quando em quando vinha in padre Bernardo, no gipe, visitar o velho padre Bernardo.
A última vez que veio, segundo o o avô contava, foi quando o padre O Bernardo morreu. soube, veio no enterro, nem conseguiu chegar a tempo, porque vinha de longe, a notícia demorou chogar, já tinha enterrado o velho padre Bernardo. Depois esta vez que ele veio, é que ele contou a história. O padre Bernardo morreu de bico calado. Aí o Quinzão contou a história que já não tinha mais medo, já estava rico, já estava longe, já estava, não é? Aí contou a história e por isso que todos os mais velhos daquela região ali do Mimoso, padre Bernardo, conhece essa história.
E lá para onde esse Joaquinzão foi, que ali parece que é próximo da cidade, não sei se de Formoso, Santa Teresa, para aqueles rumos de lá, lá do Tocantins, para ali, Palmeirópolis, uma pequena cidade que tem in cima do monte por aí, formou a família e o seu fazend por lá. tornou-se um dos maiores fazendeiros lá da região e foi um dos primeiros a mecanizar a lavoura e comprar as máquinas mais modernas naquele tempo do depois já estava já foi andando lá para o rumo dos anos 80, não é? Ele deixou realmente nome de Quinzão pé inchado, certo? Joaquinzão bêbo, virou o senhor Joaquim e faleceu e deixou uma família honesta, honrada e um nome bonito ali, onde hoje agora hoje é Tocantins, certo? Antigamente era norte de Goiás, naquela região ali falou no senhor Joaquim, já não era quinzão, o senhor Joaquim, todos conhece, tem um filho, um neto que é médico, que é agricultor, que é rico, que é outros tornou-se padre.
A família dele foi bem educada, bem estruturada de filho, netos e certamente os bisnetos que quando o exemplo bom vem de trás, normalmente às vezes algum destroço, não é? Mas a maioria vai crescendo numa família firme, decente, na fé, no trabalho, na honestidade, não é? Quinzão ainda de pé inchado tornou-se um homem famoso e deixou uma bonita história. Termina aqui mais um caos saloio. Se gostou, claro, aqui, ó, no fim do caso, agora vai aparecer uma bolinha com a minha foto aqui ou aqui, eu com o microfone assim, ó. Clicaste nessa bolinha, tás subscrito no nosso canal. Ou você se inscreve aqui in baixo, ó, tem inscrito assim: “Inscreva-se”. Uma tarjazinha branca por aqui, ó. Você chamou o dedo aí, estás inscrito, porque a nossa objetivo é atingir os 100.000 inscritos até dezembro com fé in Deus e in Nossa Senhora. É a nossa meta.
A nossa meta é grande, porque a nossa fé também é grande. E aqui in baixo também fica o número do nosso WhatsApp. É, quer mandar uma história, quer mandar um caos, manda para nós. Se quiser comentar aqui in baixo, ó, in baixo do vídeo, tem um espaço para os comentários. Comenta lá da onde é que nos tá a assuntar. É bom demais nós sabermos onde é a cidade, o concelho. Tem muitos países aí, Argentina, Paraguai, Senegal. Portugal, Japão, Estados Unidos, eh, brasileiros, grupos de brasileiros que vivem lá, assunta-nos, não é? Os paraguaios tá a assuntar nós. Às vezes não Compreendo muito bem, mas acho que dão uma maneira de pôr uma Iá lá, entende, certo? Outra turma que entrou bom com a gente, que está a acompanhar, os indígenas. Pois, os indígenas têm tradição de contar causo.
Os pagé, os índios antigos, sentava-se ali à beira do fogo e contava histórias do tempo que o solo namorava com a lua, para os netos. Assim, o povo indígena também está a acompanhar. O nosso país inteiro está nos acompanhando, graças a Deus. Estamos rapana e os 40.000. A nossa meta é 100.000 até dezembro. E claro, contando com a sua ajuda. Aqui a cacunda está doendo. Nós escolha com a bengalha de um lado, toma um tramadolzinho para firmar as costas, toma um pequeno rivolu para firmar a cabeça. Mas nós não bambeia não. Nós pegamos firme mesmo para todos os dias contar um calzinho agora de manhã para vocês aqui in quanto eu estou a cozinhar ali o almoço, in quanto a mulher faz o arroz lá dentro e à tarde normalmente conto aqui no quintal, à sombra do pé de goiaba, à sombra da mangueira.
Um outro cauzinho. Eu estou a contar aí dois cauzinhos por dia. O dia in que a cabeça está mais ou menos boa e a cacunda não está doer demais, nós conta dois. O dia que nós tá mais doentado, nós conta um só. Mas nós não falha. Este número que fica aqui in baixo também a minha chave Pix. Se quiser colaborar com o nosso canal, se for um rico lavrador, empresário, quiser doar uma quantidade maior, maior, obrigado. Graças a Deus. Que Deus vos abençoe. Mas se você tal como nós, pobre tem mais mesmo, é boa vontade de ajudar, mas as forças é pouca carquetantinho que depositar nessa chave pix aí para nós é de grande utilidade.
É como repito in todos os causos, eu e a minha mulher somos um casal de 60ão com dois filhos ainda muito jovem, um com 13, um com 10, que nós casámos já tarde. Então aqui vai tudo na medida certa, tudo apertado mesmo. É o bifim de carne de segunda contado, não é? A gente não passa fome, não passa necessidade, mas nada de exceção podemos. Por exemplo, estou sempre a repetir, prometi uma bicicleta para o meu filho mais velho no Natal e até hoje não conseguimos. Conseguimos angariar R$ 300 e poucos reais aí através dos seguidores, mas ainda não conseguimos. Eh, ele tem 13 anos, tem 1,75 m de de altura e pesa quase 80 kg. É grandão, é guarda-redes, jogador de futebol.
Ele precisa de uma bicicleta maior e mais reforçada. Não precisa de ser de uma marca famosa e nem nova. Pode até ser uma bicicleta usada que tem aí que não usa, quer doar para pessoas, quiser mandar, é só entrar in contacte-me aqui neste WhatsApp, te envia o meu CP. Ou se quiser depositar in espécie nessa chave Pix, aí passamos a bicicletinha mais pequena que a gente tem mais velha para o filho menor, certo? E esta mais reforçada para o maior. Mas o comboio quando está para danado é danado mesmo, não é? Depois a outra vai e parte também a mais velinha. Agora estão os dois sem bicicleta.
Mas nós não perdemos a fé, não perdemos a insistência, nem a persistência. Por isto eu digo: “Filhos, aguardem que nós vamos conseguir. Alguém nos vai ajudar? Nós tentamos poupar o cartão aí para nós poder uma hora passar o cartão numa loja e comprar esta bicicleta dividida, dá os 300 que nós já tínhamos de entrada. Alguém do coração muito bom aí, um empresário, uma uma loja de bicicletas, sei lá, vai acabar por nos ajudar, enviando uma bicicleta ou duas para nós ou colaborando. Vamos ter fé, vamos acreditar e vamos persistir que nós vamos lá chegar. Nós não desistimos, não.
Aqui dói-me as costas, a cabeça não está boa. Nós ora, nós reza a Deus, toma um remidinho, acendemos o fogo, os meus filhos, ponham aqui a cama para gravar, eu sento-me aqui. Quando me sento aqui para contar um caso, já me sinto melhor. Muitas pessoas do outro lado aí comentam: “Ó, Pedrão, eu estou acado, estou doente, estou uma pessoa de idade ou estou depressivo, os o seu caos faz-me bem”. Eu digo-lhe o mesmo, também me faz bem. É, sinto-me bem quando a história in contar causa.
Agora, só para fechar, este é o último recado para si que é empresário, para si que tem a sua marca, para si que tem o seu produto, a sua empresa distribuidora de medicamentos, é o o seu laboratório. Existem dois tipos de seguidores que são os principais do nosso canais, que são duas galinhas dos ovos de ouro, a velha lavrada, que tudo tem nota, tem o dinheiro, têm as suas reservas, os que não têm, mas tem o aposento todos os fins de mês, ó, pá pá pá, certinho para ele gastar com o seu produto, com a sua marca aí na sua empresa. E a grande galinha dos ovos de ouro que ela suou para poder pôr é o povo do campo, é o povo do agro.
Lá que está o dinheiro, lá que estão os cobres, a sustentabilidade do Brasil e do mundo, a maior riqueza do Brasil e do mundo está no agro lá que está o dinheiro. E o pessoal do agro, o pessoal da lavoura que está ligado ao agro, que está ligado à lavoura, é o pessoal que mais nos acompanha, porque é um costume, é uma tradição que tento segurar a bandeira na lavoura antigamente, quando não tinha rádio, televisão, nem telefone, nem nada, era assim, ó. A gente ficava ao pé do fogo, in quanto a mãe, a avó fazia a comida, fazia o café. Os mais velhos contavam carros, contavam história para nós.
Então, o pessoal do agro, o pessoal da lavoura acompanha-nos no Brasil inteiro, município que eu nem sabia que existia. Vem cá in baixo e comenta que está a assuntar, que está gostando. Isso deixa-nos felizes demais. A minha família é tradicional in contar causa, in contar história, porque do meu trisavô, do meu bisavô, do meu avô, o meu pai, a minha mãe, tudo dava pousada, hospedavam ciganos, tropeiros, boiadeiros, mascates, viajantes. É uma tradição nossa de família. E esse povo trazia os causos e contava.
Então o Brasília era comunicado através dos caos e prós a cortar o Brasília lá fora. E lá in casa, digamos assim, que era uma biblioteca de causo porque hospedava os tropeiros, boiadeiro, viajantes, os padres, os mascate, contava caus meus mais velhos, a gente ia ouvindo, certo? E isso vem de há 500 anos. Assim a nossa família é tradicional. Todos da minha família sabe contar causa, sabe contar história. Muitos, muito melhor do que eu. Um grande abraço, que Deus vos abençoe. À tarde nós voltamos cá e conta outro cauzinho com fé in Deus e in Nossa Senhora. He.
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